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Tenho
pena
dos
bonitos,
das
bonitas,
dos
modelos
de
beleza
sempre
em
alta,
da
distante
liberdade
que
lhes
falta,
da
tristeza
disfarçada
em
cor
e
fitas.
Tenho
pena
das
beldades
tão
aflitas,
no
rigor
do
envelhecer
quando
as
assalta,
do
galã
belo
demais
sempre
na
pauta
das
Marias,
das
Sem-Nome,
Neusas,
Ritas...
Como
é
caro
ser
bonito
neste
mundo,
que
não
entra
nos
domínios
do
profundo
medo
intenso
que
se
esconde
em
belos
seios!
Deus,
é
tão
alto
o
preço
da
beleza!
Tu
nos
mostraste
mais
a
Tua
nobreza
quando
puseste
aqui
também
os
feios.

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t
São
Paulo/SP
-
13
de
maio
de
2007
-
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