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A
m o r e
Ó
d i o
S
i l v i a
S c
h m i d t

Por que eu
me esforço
tanto e não
consigo
Por tua lembrança
lá
no esquecimento?
Mudo meu rumo,
mas teus passos
sigo,
P'ra o meu
espanto e
este desalento.
Por odiar-te
tanto eu não
te esqueço.
Por que tu
sangras tanto
no meu peito?
Voltar a mim
é tudo
que eu mereço,
Porém
sem nós
eu mesma me
rejeito.
Quero-te morto,
pois talvez
- quem sabe
-
Eu possa dar-te,
enfim, por
terminado,
Possa enterrar
também
minha saudade
De ti, o que
foi-me mais
um triste
fado,
Porém,
enquanto houver
eternidade,
Serás
no eterno
o meu eterno
amado.

S
i l v i a
S c
h m i d t
No
livro "Poesia,
Melhor Não
Ler"
©Direitos
Autorais Protegidos
Edição
Musical :
Shön
G.R.
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