Chamei teu nome logo que
eu ouvi
Na solidão a morte anunciar-se.
Chorou minh'alma e eu quero que se esgarce
O sofrimento que ficou aqui.
Tu me deixaste um pranto a derramar-se
No meu jardim, e disto eu aprendi
Que benefício foi o que sofri.
Eu dito à dor a ordem de calar-se.
Já se insinua a morte aos meus sentidos.
Posso escutá-la com seus conhecidos
Passos de mãe que vem com seu desvelo.
Gravei teu nome em certa capelinha
De sepultura que será só minha:
Quis ser na história eu mesma a escrevê-lo.

S i l v i a S c h
m i d t
Soneto
extraído do livro "Poesia, Melhor
Não Ler"
Direitos Autorais Protegidos
Copyright©2000
Edição
Musical : Shön G.R.

Sempre
que copiar, copie com Amor.
Mantenha o nome do Autor.
Formatação
de página: Leila Beiler
