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A
s a s d
a I n
c o n s e q
ü ê
n c ia
S i l v i a
S c h
m i d t

Agora cantas,
belo passarinho,
sem te lembrares
de que a noite
chega,
sem te lembrares
de que a dor
é cega,
que a sua bengala
não escolhe
ninho.
Agora esqueces
o mentor seguro
que tu encontraste
por sofrer sozinho.
Esqueces tanto
do calor, caminho
que tu tiveste
quando estava
escuro.
Quando chegar
a noite novamente
e precisares
de uma luz na
treva,
apela a ti ...
percebe tão
somente
que para a sombra
é inútil
qualquer reza.
Tenta dormir
ou ver como
se sente
a folha seca
que o outono
lesa.
S
i l v i a S
c h m i d t
São
Paulo / SP - novembro
de 1999
Extraído
do Livro "Poesia,
Melhor Não
Ler"
Direitos Autorais
Protegidos
Copyright ©1999

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