Diz-me
um passarinho quando
nasce o dia:
"Dá-me
alguma chance de cantar
contigo.
Olha as minhas asas!
Vem voar comigo!
Vem brindar a vida!
Vem com alegria!"
Falo ao passarinho
desta nostalgia
Que me segue os passos,
vai por onde sigo,
E isso ele ignora,
não prevê o perigo
Que ao seguir com
ele eu sempre correria.
Como
hei de voar, como
cantar se o pranto
Vem pintar-me os olhos
com seu desencanto?
Como lhe provar que
já não
tenho alento?
"Sabes quanto mentes!" - diz-me ele, zangado.
"Sei que
tu resistes
a este meu chamado
Só porque tu gostas desse
sofrimento!"
S
í l v i a S
c h m i d t
SP/SP
- fevereiro de 2006
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Seq
Midi : Udo Erwin Franz
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