B
u s c a d e T
i
S
i l v i a S c
h m i d t
Tal
como a relva que pede
a garoa,
Tal como o rio na busca
para o mar,
Tal qual navio que se
incorpora à proa,
Tal como o sono que
pede o sonhar ...
Tal como a lágrima
- extensão do
riso -
Tal como o pássaro
que pede o céu,
Tal como a morte que
vem sem aviso,
Tal qual viúva
presa a negro véu
...
Caminho eu para o teu
descaminho,
Correndo os riscos de
não te encontrar.
Tal como a fera que
pede o carinho,
Louca, porém,
pelo temor de dar.

Recebe-me em teu solo
- sou tua relva -
Recebe-me em teu porto
- sou navio -
Solta-me tuas feras
- sou tua selva -
Liberta esse teu barco
- sou teu rio -
Deixa que eu possa te
enxugar o pranto,
Deixa que eu seja ouvinte
do teu grito,
Deixa que a Vida nos
planeje o canto,
Perenemente rumo ao
Infinito ...

S
i l v i a S c
h m i d t
No
Livro "Poesia,
Melhor Não Ler"
Direitos Autorais Protegidos
Copyright©2000
Edição
Musical : Udo Erwin
Franz

Sempre
que copiar, copie com
Amor.
Mantenha o nome do Autor.
Formatação
de Página : Leila
Beiler

Artwork:
Evelyn De Morgan
