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u
r
a
Fátima
Irene
Pinto

Serenamente
agora
tudo
eu
vejo
Neste
momento
em
que
tudo
é
findo.
Tu
não
estás
em
nada
do
que
almejo,
Tu
és
só
um
barco
lentamente
indo.
E
vais
sumindo
com
tuas
fealdades
Por
densas
brumas
onde
eu
não
irei.
A
tua
partida
é
a
minha
liberdade,
Passou
o
tempo
e
só
agora
eu
sei.
Nada
restou
daquela
criatura.
A
luz
que
eu
via
foi
só
invenção,
Foi
qual
um
sonho
que
só
eu
sonhei.
E
hoje
eu
me
rio
da
caricatura,
Rio
de
mim
e
rio
da
ilusão
De
quem
tu
eras
e
do
que
inventei.

Fátima
Irene
Pinto
Descalvado/SP
-
24/09/2006
-
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Fátima
Irene
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