São tantos os desertos que
eu percorro
Nas luas e nas nuvens em que
deito!
Em cada amanhecer um pouco
eu morro
Bem longe, muito longe do
meu leito.
Ninguém conhece as dores do
meu peito,
Nem os perigos que na noite
eu corro.
Na minha alma há um
sono que eu rejeito,
No meu silêncio há um grito
de socorro.
Não sei viver nos desvarios
do dia.
Não há no sol a mesma cortesia
Que dá-me a noite no clarão
da lua.
É bem possível, num dobrar
de esquina,
Que a dama eterna sele a minha sina,
Deixando um corpo a incomodar
a rua.
S
í l v i a S c
h m i d t
São
Paulo/SP - 20 de março de
2006 -
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