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D e s c o m p
a s s o
S
i l v i a S c h m i d t

Dispenso
o fracasso e remarco o compasso
do passo que traço, e sem dor
eu refaço
o abraço no espaço do
meu embaraço,
e faço o que faço de
modo não crasso.
Se enlaço o espinhaço
de todo o mormaço
que dá-me o inchaço
da dor que trespasso,
eu caço no laço o sorrir
do palhaço,
deixando o cansaço sem força
no braço.
Não perco o bagaço de
fruto já escasso,
tampouco desgraço o que traz-me
o terraço
que dá para o paço de
um reino devasso.
E sem estilhaço
p'ra vida eu repasso
o que rarefaço na voz de um
sanhaço.
Só assim satisfaço este
meu descompasso!


S
i l v i a S c h m i d t
São
Paulo / SP - dezembro de 2008 -
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