

Ouça :
quando eu ralho com você e critico seu jeito
de ser,
é de amor que estou falando.
Olhe :
quando eu " fecho " a cara, emburro
e me calo,
é de amor que estou falando.
Note :
quando me ponho a fazer outras coisas, deixando
parecer que ignoro sua existência,
é de amor que estou falando.
Entenda :
quando eu fujo do seu toque, quando nego-lhe
meu toque,
é de amor que estou falando.
Sinta :
quando desapareço enquanto você me procura,
é de amor que estou falando.
Perceba :
Às vezes penso que é necessário silenciar
para que você me " ouça " melhor ;
penso que " fechando " a cara e deixando
você
sem respostas, terei mais e melhor sua atenção;
penso que me ocupando com outras coisas,
serão mais valorizados meus cuidados com você;
penso que, negando-lhe um toque, um gesto de
afeto,
terei mais seu carinho quando me sentir muito só;
penso que, escapando do seu alcance,
pondo-me ausente quando você me procura,
minha presença lhe será mais necessária;
Perdoe.
Só quero paz com você, aceitar seu jeito de
ser,
abrir-lhe meus mais felizes sorrisos.
Não há nada que me aqueça mais do que estar
ao seu lado,
do que dar-lhe minhas mais carinhosas palavras,
do que estar presente e disponível todo o tempo
para atender a todo e qualquer chamado seu.
Quero estender-lhe minhas mãos, apagar seus
males e dores, dar-lhe alegria e afastar seus temores.
Creia :
por estranho que pareça o que sigo demonstrando,
apesar de tanta incoerência, é de amor que estou
falando.

Silvia Schmidt
*Humancat*
No livro " Encontros&Desencontros "
- direitos autorais reservados -
© 1999 ©
Edição
Musical : Udo Erwin Franz
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" Em todo gesto que
fere há um pedido de socorro "
-
Silvia Schmidt - |
Versão
em Espanhol
por
Eduardo e Irany Lecea
CIMB
- Consultoria Internacional México-Brasil

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