Entre as minhas paredes
tão clarinhas
Fico a pensar aqui com meus botões:
Será que tenho eu dois corações?
Não estou só - eu sei - nas horas minhas.
Jamais me assustam raios ou trovões,
Porque eu sei que ao longe me adivinhas.
Em pura essência vens e me acarinhas
Com teu amor, que afasta assombrações.
És no meu céu o brilho da
alvorada
Quando eu já penso que esta Vida
é nada,
Quando me restam poucas emoções.
Não há ninguém no mundo com tal jeito
Para afastar as dores do meu peito,
Onde pressinto haver dois corações!