Quantas
vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças,
esquecendo-nos do quanto isso nos machucou
na nossa infância?
Quantas
vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes
sem lembrarmos do que sofremos quando nos
exigiram isso?
Quantas vezes nos queixamos
dos colegas de trabalho
e não nos perguntamos se eles também têm queixas
sobre nós?
Quantas
vezes nos irritamos com os outros nas ruas
sem
perceber que nossa irritação também causa
mal a eles?
Quantas vezes queremos
implantar paz na família
expressando-nos aos berros?
Quantas
vezes esperamos dos nossos parceiros
o que não estamos dispostos a dar-lhes?
Quantas vezes esperamos
dos nossos filhos
o que não demos aos nossos pais?
Quantas
vezes esperamos dos nossos pais
o que não damos aos nossos filhos?
Quantas vezes somos impacientes
com idosos
esquecendo que a velhice pode chegar para
todos?
Quantas
vezes repelimos animais e nos comportamos
como seres irracionais?
Quantas vezes pedimos aos
amigos coisas que não
gostaríamos que eles nos pedissem?


Passamos
a maior parte da vida deixando a Vida
passar sem sentí-la no coração, fingindo que
não sabemos
que nela está Deus esperando por nossa compreensão.
Quando
será o final disso?

S
í l v i a S c h m i d t
No
livro "Encontros&Desencontros"
Direitos Autorais Reservados
Copyright ©1999
Edição Musical desta página:
Udo Erwin Franz
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