Não sou
alguém
de muito espalhafato,
E é nos
dezembros que
mais quieta
eu fico:
Minhas tristezas
chegam ao seu
pico,
E um longo sono
é o fim
de cada ato.
Minha alegria
é o animal
que abato
Junto aos demais
- com abafado
grito -
Dados à
morte em nome
do Bendito,
Ornamentando
o natalino prato.
Quem aqueceu
Jesus agora
morre,
Ninguém
percebe a lágrima
que escorre
Dos inocentes
olhos animais.
Quanta inclemência,
Deus, há
neste mundo!
Quando farás
quebrar-se o
prato imundo
Dos que Te louvam
com restos mortais?
S
i l v i a S
c h m i d t
São
Paulo/SP - 24/12/2006
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