Teus fios de cabelo
mesclados com prata,
Teus olhos azuis
como o manto do
céu,
Tua boca cheirosa,
com cheiro de mata,
Tua pele tão
doce, lembrando-me
o mel,
Teu riso que imita
o cantar de cascata,
Tua pálida
pele qual límpido
véu,
Teu corpo que inspira
um tocar de sonata
Tuas mãos-melodias
abrindo-se ao léu
São coisas
que encantam, me
fazem refém
De um manso feitiço.
Mais nada e ninguém
Me podem salvar
porque não
o permito.
É assim que
eu me quero, é
assim que eu me
faço.
Sou fera domada
por teu santo laço.
Que Deus abençoe
este amor infinito!

S
i l v i a S
c h m i d t
São
Paulo/SP - janeiro
de 2007
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