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M
e n i n i n h a
S
i l v i a S c h
m i d t

Que
fim levaram todos os brinquedos
da menininha que brincava
a sós?
Quem destruiu seus tantos
arvoredos
com seu machado gélido
e feroz?
Onde morreram todos os
segredos
que em si guardavam uma
história atroz?
Quem pôs à
mostra todos os degredos
que se ocultavam, que
não tinham voz?
Ó, menininha, volta
para os sonhos,
apaga os rostos falsos
e risonhos
que tanto ferem, me trazendo
espanto.
Retorna
e aquece um pobre coração,
dá-lhe aconchego
e santa compaixão.
Traz-me de volta a luz
do teu encanto!

S
i l v i a S c h
m i d t
São
Paulo / SP - outubro de
2008 -
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