Eu não te amo como pensas, mulher minha.
Tua liberdade não me causa dor.
Quando no escuro o medo se avizinha
Não é por ti nem é por teu
amor.
Não te envaideças tanto, mulher minha.
Não me preocupa todo o destemor
Que tu me exibes com tua reta espinha,
Como se nada eu fosse, um sem-valor.
Pára teu riso e escuta, mulher minha:
Não sou um homem que por ti definha,
Que se desmancha por carinho ou zelo.
Tu me entendeste, sim, ó mulher minha.
Tu não rirás da dor que em mim se
aninha,
E nem do amor ... proíbo-te sabê-lo!

Shön
G.R.
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