O Bem Não
Dá Ibope
S
i l v i a S c h m i d t
É
perigoso ser ou parecer feliz?
Por favor, pense junto comigo enquanto lhe mostro
algumas
coisas que venho analisando de um bom tempo para cá.
Parece
que:
- não é aceitável ser feliz porque
felicidade "incomoda";
- não é bom negócio ser alegre
porque alegria é "exaltação";
- ser alguém bem-humorado é ser alguém
"irritante";
- uma vida simples e sem problemas pode ser "chata";
... e assim por diante.
É impressionante a naturalidade
com que aceitamos
a tristeza, a depressão, o baixo astral, o
mau humor,
a doença, e tudo quanto é coisa ruim
que passa por nós!
A
mídia então, nem se fale!
Os canais de jornalismo servem pratos e pratos
cheios de desgraça - e
como isso dá audiência!
Notícias boas ficam lá num cantinho
de última
página enquanto as péssimas são
manchetes.
Se algum dia - utopicamente
falando - os jornais
em geral só trouxessem boas novas, é
bem provável
que jornalistas e similares perderiam seus empregos,
pois as empresas de notícias poderiam ir à
falência.
Ó, céus! Um sonho com um só dia
sem más notícias
seria mais que um pesadelo, seria uma ameaça!
Quanta
força nós damos para o mal!
O Bem - coitadinho - fica lá no fim da fila.
Até quando vamos continuar
assistindo filmes,
novelas, documentários e jornalismos sangrentos?
"Que saco é uma novela sem bandidos,
sem tramas diabólicas!"
A gente não confessa, mas pensa assim.
Estamos condicionados para valorizar o que é
ruim!
Agimos como vampiros: não tem sangue
não tem graça.
Será que algum dia teremos coragem para ser
felizes
e alegres pra valer e sem medo de rejeições,
ou será que continuaremos - insensatamente
-
deixando que tanta coisa ruim ameace nossa
saúde mental, espiritual e física?
Nossa
qualidade de vida depende daquilo
a que damos importância e força.
Há o Bem e o mal disponíveis como opções.
Plim-plim!
Façamos uma pausa para reflexão.
A escolha é minha! A
escolha é sua!
A
escolha é nossa!


S
i l v i a S c h m i d t
São
Paulo/SP - janeiro de 2007
Direitos Autorais Protegidos
Copyright©2007
Seq. MIDI :
Udo Erwin Franz

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de Página: Leila Beiler