
| O Presente
Enterrado |
Autora : © Silvia Schmidt
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Um cão, observado por seu menino dono, cavava um buraco
para guardar um belo osso que ganhara.
Após colocá-lo no buraco, puxou de volta toda a terra,
repisou-a fortemente, reforçou com o focinho,
com a certeza de que seu presente estava muito
bem guardado e salvo de " ladrões ".
Pensou o menino, sorrindo consigo mesmo:
" Amanhã vamos mudar de casa ... coitado ... ele nem sabe disso
"
No dia seguinte deu-se a mudança de casa.
Na nova residência, o cão mostrava-se ansioso,
irrequieto
e, na primeira oportunidade, ele saiu correndo dali.
No dia seguinte e nos subsequentes ele ainda não havia voltado.
O menino, muito triste, de repente lembrou-se:
" Ele deve ter tentado voltar para a outra casa e se perdeu!
Ele deixou um osso que eu lhe dei, enterrado lá! "
Pai, mãe e filho correram para a casa em que
moraram.
Lá chegando, ouviram:
" Sim, seu cão apareceu por aqui, foi para o quintal
e pouco depois saiu com algo na boca, em disparada.
Não o detivemos, achando que ele estava voltando para vocês "
Meses se passaram e, um belo dia,
voltando da casa de um amigo, morador de um
bairro próximo àquele em que ele antes morara,
o menino viu um cachorro que parecia ser o seu,
amarrado a um poste, mas estava tão magro e abatido,
que ele não tinha certeza de que aquele
bichinho tão definhado era o mesmo cão.
Chamou pelo seu nome.
O cão ergueu as orelhas e levantou-se com
dificuldade, abanando o rabo.
" É você mesmo, amigão!
Vamos para casa ... você vai ficar lindo outra vez! "
Um homem de rua gritou:
" Hei! Aonde você pensa que vai levar o meu cachorro? "
" Ele não é seu, é meu! " , bradou o menino.
" Ah! ... então você é o dono disto aqui também ",
disse-lhe o homem, entregando-lhe uma carta
toda amassada.
O menino a olhou e a reconheceu:
" Essa é uma carta que recebi do diretor do meu
colégio, fazendo-me grandes elogios!
Eu a esqueci no quartinho do quintal,
onde fazia lições, em outra casa ".
Disse o homem:
" Quando encontrei seu cão ele levava essa carta na boca.
Pensando que estivesse perdido,
eu o lacei e fiquei com ele preso aqui. "
Vendo o menino com os olhos inundados
de lágrimas, o homem lhe ensinou:
" É assim que agem os Verdadeiros Amigos.
Eles podem esquecer de coisas que os fizeram felizes,
mas sempre cuidarão para que lembremos
daquelas que já nos trouxeram felicidade ".
O menino despediu-se do homem e partiu com seu
cão.
Passou pela antiga casa, onde, pedindo licença
aos novos moradores, desenterrou o osso e o devolveu
para o bichinho que "sorriu "
como só um Verdadeiro Amigo sabe sorrir.

Silvia Schmidt
*Humancat*
No livro " Nossas Raízes "
- direitos autorais reservados -
© 1999 ©
Edição
Musical de Udo Erwin Franz
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" Deus deve ter
se inspirado nos Anjos
quando criou os Verdadeiros Amigos
"
- Silvia Schmidt -
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Versão
em Espanhol
por
Eduardo e Irany Lecea
CIMB
- Consultoria Internacional México-Brasil

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