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Um
a Mais
©
Silvia Schmidt

Eu
poderia ser
um ser comum
Que se alimenta
- com humano
jeito -
De mágoas, medos,
raivas, preconceito
...
Alguém, assim,
igual a qualquer
um.
Mas diz-me doce
voz, dentro
do peito,
Que mal não
faz-me todo
este jejum.
Não há
caminho para
bem nenhum
No que - de
fora - eu avisto
e espreito.
Eu poderia ser
um ser comum,
Alguém, assim,
igual a qualquer
um,
Que em si carrega
seus restos
mortais.
Porém abraço
a minha condição:
Paz infinita
habita o coração
Dos que não
são apenas um
a mais.
Silvia Schmidt
SP
- 16 de fevereiro
de 2004
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