S
í l v i a S c h m i d t
Não é fácil suportar o vento forte
Que me balança, que me açoita os galhos,
Que põe-me triste a alma, em mil frangalhos,
Que sopra em meus ouvidos sons da morte.
Não é fácil suportar a tempestade
Que molha-me do topo até a raiz,
Que leva a vil tortura o ser feliz
Que já não sabe o que é felicidade.
Não dá pra suportar toda a poeira
Que vem-me aos olhos a fazer cegueira,
Que rouba-me a visão das alegrias.
Que pare o vento! Pare, tempestade!
Quero lembrar o que é felicidade
Nas horas mortas dos meus mortos dias.