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Ah,
se
soubesses
quanto
as
tuas
pragas
Me
favorecem
toda
vez
que
as
lanças!
Só
dá-me
pena
ao
ver
que
não
te
cansas
De
expor
ao
mundo
tão
terríveis
chagas.
Se
tu
soubesses
que
ando
em
outras
plagas,
Plenas
de
vida,
de
sorrisos,
danças,
Tu
morrerias
nessas
tuas
andanças
Ou
secarias
o pranto
em
que
te
alagas.
Teu
ódio
intenso
só me
desafia
A
usar
o
amor
e
a
plácida
harmonia
Que,
a
cada
pedra,
crescem
mais
e
mais.
Jamais
me
ames,
por
favor
eu
peço.
Teu
ódio
vivo
é
um
útil
réu
confesso!
Que
os
teus fantasmas
só
te
tragam
mais!

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São Paulo/SP - 12
de
abril
de
2006 -
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