Tem
só catorze
versos
um soneto,
Mas
quanto
de emoções
nesse
limite!
A vida
cabe
dentro
de um
quarteto
E a
morte
pode
ser
só um
palpite.
As loucuras
de amor
que
hoje
cometo
(Praza
aos
céus
que
nenhum
doido
as imite!)
São
poucas
para
encher
todo
um terceto,
Que
inda
abrange
a arrogância
dessa
elite.
Fica
o poeta
a ruminar
o tema
Por
dias
ou semanas,
num
dilema,
Buscando
a forma
exata
do seu
verso.
Quando
afinal
decifra
o teorema,
Ele
se sente
parte
de um
esquema,
Um quase-deus
que
dá voz
ao universo.