
S o n o e
I n s ô n i a
S í l
v i a S c h m i d t


Consta que o sono nos prolonga a
vida
E que dormir faz parte do descanso.
Eu me pergunto "Para quê
me canso?
Só para o ensaio de uma despedida?"
Não quero o sono, a morte
mal fingida,
Quero a alegria da canção
que danço,
Também as sombras do arvoredo
manso
Que me refazem logo após
a lida.
O sono é ensaio do dormir
eterno.
Os pesadelos mostram-me o inferno.
Bendita a insônia que atormenta
o louco!
Dormir não quero, nem fingir
morrer.
Pra quê da vida assim me desfazer
Se o sono rouba o tempo já
tão pouco?


S í l
v i a S c h m i d t
São Paulo/SP
- agosto de 2006 -
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