Um
Rio de Mágoa
S
í l v i a S c h m i d t
Sentindo a vida morna e sonolenta,
Seguem os rios indiferentemente.
É tão constante o rumo da corrente,
É tão fatal seu fim, em marcha lenta.
Fico a pensar na dor que te atormenta
Que, como em rios, prossegue lentamente
A corroer-te o tão subjacente
Sonho sem cor, de mágoa lamacenta.
Se não és rio, por que te entregas tanto
A um oceano que não vê teu pranto?
Por que abraçaste tanta desventura?
Não vês que a sorte muda todo o tempo?
Deixa que emerja aquele sentimento
Que quer a luz para a tua alma escura.
S
í l v i a S c h m i d t
São
Paulo/SP - abril de 2006 -
Direitos Autorais Protegidos
Copyright ©2006
Edição
Musical: Udo Erwin Franz

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(de ss para sgr)
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