Não
é
no
teu
queixume
doloroso
Que
encontro
inspiração
para
os
meus
versos,
Tampouco
é
por
teus
olhos
que,
dispersos,
Se
perdem
do
meu
dom
tão
precioso.
Meus
versos
têm
um
quê
desamoroso
E
guardam
mil
tesouros
submersos,
Que
às
vezes
ao
acaso
põem-se
emersos
E
fazem
alguém
mau
ser
generoso.
Que
hei
de
fazer
se
apenas vejo em ti
Uma
poesia
que
não
me
sorri,
Que
vê
vaidade
em
pele
de
inocência?
Talvez
um
dia
possas
inspirar-me...
Quem
sabe
até
com
o
teu
velho
charme,
Que
faz-me
rir
da
tua
impaciência...