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V U L T O S
©Shön
G.R.

Ainda me sinto um
menino perdido
Nas ruas, nos bares,
nos cantos do mundo,
Nas praças,
nas praias, no som
vagabundo
Do meu coração,
tão por mim
esquecido.
Teimoso em meu peito
há um clamor
atrevido
Que ri do meu medo
calado e profundo.
Não vê
que o menino já
é um moribundo
Que a vida fez homem
marcado e sofrido.
Quem julga esse homem
roubado da infância
Sequer desconfia da
grande inconstância
Da falsa coragem dos
homens adultos.
Do seio materno -
hoje em terra distante
-
Só resta a
lembrança na
mente do infante
Que treme no escuro,
assistido por vultos.

Shön
G.R.
Direitos
Autorais Protegidos
São Paulo/SP
- dezembro de 2006
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